Rudimentos da Doutrina Cristã (continuação)

Semeador_01Em nossa postagem de 09/10/2019 começamos a abordar os Rudimentos da Doutrina de CRISTO (ou da fé cristã), abordando, nessa data, o primeiro dos sete rudimentos citados em Hebreus 6:1,2 que é o Fundamento.

Hoje, falarei sobre o segundo rudimento que é, no texto em questão, o Arrependimento de Obras Mortas. Antes, porém, é preciso que tenhamos compreensão do que significa, no contexto da Bíblia Sagrada, do significado dos termos “Arrependimento” e “Obras Mortas”, para, então, termos uma compreensão ampla deste rudimento ─ Arrependimento de Obras Mortas.

Os estudiosos da Bíblia Sagrada sabem que o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, e o Novo Testamento foi escrito em grego koiné (partes) e em aramaico (partes). Logo, como estamos tratando do texto de Hebreus 6:1,2 (Novo Testamento), vamos buscar no grego koiné o sentido dos termos em questão, contextualizando-o, também, com o que está dito também no Antigo Testamento sobre em relação às mesmas palavras, para não cairmos em erro interpretativo. Vamos deixar que a própria Bíblia interprete-se a si mesma.

O termo arrependimento tem origem no grego “metanóia” que significa mudança de pensamento, mudança de atitude, mudança de direção, conversão. Tal compreensão já nos dá clareza sobre o uso do termo “arrependei-vos” que acompanha a pregação do Evangelho, não apenas por João Batista, como pelo próprio JESUS (MT. 3:2).

Em relação às “obras mortas”, lendo Hebreus 9:14 nós vemos o texto falando sobre “purificação de nossa consciência das obras mortas para servir a DEUS”; já em Romanos 8, Paula fala que “os que estão na carne não podem agradar a DEUS” (v.8) e em Gálatas 5:19-21 temos uma relação de “obras da carne”. Analisando essas passagens à luz de Efésios 2:1-3, podemos inferir que quando fazemos a vontade da carne (natureza caída de Adão), quando buscamos satisfazer nossos próprios prazeres, pelo fato de estarmos “mortos em ofensas e pecados” nossas obras não passam de “obras mortas”, isto é, elas são destituídas da vida Divina, não são o fruto ou o produto da ação do Espírito Santo, e portanto, não agradam a DEUS… Nem mesmo aquelas obras que a sociedade julga piedosas, boas obras.

Há certos grupos religiosos que valorizam muito as “boas obras”, julgando que, pela prática de boas obras, o homem pode alcançar algum favor da parte de DEUS, pode ser aceitável a DEUS, outros, ainda, acham que a prática de boas obras produz algum tipo de evolução espiritual em quem as pratica… Nada disso é verdade!

O profeta Isaías declarou que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como ‘trapo de imundícia’” (IS. 64:6). O próprio DEUS declara que os Seus caminhos são mais elevados que os nossos caminhos e Seus pensamentos mais altos do que os nossos pensamentos – IS. 55:8,9.

De fato, não há nada que o homem possa fazer que o religue a DEUS, por isso a religião humana é vã, não importa qual seja o título dado a ela.

Pelo fato de que ao homem é impossível religar-se a DEUS, o próprio DEUS tomou a forma humana, nasceu como homem e tornou-se, ELE próprio, o Caminho para a comunhão com DEUS – IS. 7:14; MT. 1:23; JO. 1:1-3, 14; 14:6.

JESUS É O ÚNICO CAMINHO!

Não há outra forma de reconciliação com DEUS, não há outra forma de aproximar-se de DEUS.

Qualquer outra prática deve nos levar ao arrependimento! Nos arrependamos de nossas obras mortas! Nos voltemos para DEUS! Creiamos no Evangelho!

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